Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, MARIANA, Homem
MSN - gufechus@hotmail.com



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Blog O Megafone
 Juliano Buosi
 Jucilene Buosi
 Wolf Borges
 Flickr Ana Prates
 Renato Lacerda


 
 
(AL)truísmo


A voz que o surdo não ouve, descreve paisagens para o cego que sonha.

(Thaís Guimarães)



Escrito por Gustavo Fechus às 10h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



   Eu, incomum

      em comum

            com você.

                                    Gustavo Fechus

           



Escrito por Gustavo Fechus às 10h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



                        

Observar o cotidiano da vida escolar é tarefa que exige sensível percepção não só das dificuldades flagrantes na relação ensino-aprendizagem. Mais que isso, é preciso entrever as possibilidades e estratégias de contorno dos entraves que se presentificam no exercício da educação. Desde cedo convém anotar que as respostas para tantos questionamentos que frequentemente recaem sobre a eficiência da educação brasileira estão distantes de serem conseguidas em caráter definitivo. Antes, sabemos da extensão e profundidade do problema: sanar os indicadores de fracasso escolar é objetivo perseguido por muitos, posto que conseguido por poucos – haja vista os gráficos nacionais em vertiginoso declínio. Gráficos que muitas vezes desenham a ascensão da escolaridade dos brasileiros, embora escondam o verdadeiro número de analfabetos funcionais gerados no seio das nossas instituições. Gráficos que indicam maior ingresso de estudantes no ensino superior, embora enganem quanto à real qualidade do ensino oferecido pelas universidades. Gráficos que expõem a inserção de pessoas portadoras de necessidades especiais nas salas de aula, embora desconsiderem o despreparo dos professores para lidar com esta demanda.


E todas as dificuldades que no âmbito acadêmico fazem parte de um imaginário distante e alheio (dificuldades circunscritas em construtos teóricos de teses e dissertações), corporificam-se de maneira alarmante no interior dos muros das escolas, quer seja pela precariedade da infra-estrutura a que são submetidos professores, funcionários e alunos; quer seja pela formação muitas vezes deficiente dos professores; quer seja pela dura realidade da sala de aula – que cada vez mais tem que comportar diferentes sob a aspiração igualitária. Não que a meritocracia deva ser imperativa, mas o modelo atual ainda precisa de reparos importantes para poder gerar resultados mais estimulantes, na expectativa de um país cuja dignidade não faça parte só da esperança demorada das camadas economicamente menos favorecidas.  

  
Da observação do complexo sistema educacional resta a impressão determinante de que se não houver investimento maciço em educação (seja por parte do Estado, da família, dos professores e alunos), investimento integrado e consequente, o Brasil continuará a ser o país do futuro. Só do futuro, jamais gozando no presente os resultados de um projeto visionário e responsável herdado das gerações passadas. Portanto, o ensejo é próprio para relembrar verdades óbvias: o cidadão de amanhã é construído hoje. Ora, gravita em nosso tempo a preocupação com o mundo vindouro, uma vez conhecidas as graves limitações da escola pública brasileira.


Enquanto o recreio dos lanches e paqueras no pátio parece infinitamente alegre e festivo, uma nova sociedade toma forma. O tempo faz das crianças, frágeis e travessas, homens e mulheres. Tomara, sejam homens e mulheres educados.    



Escrito por Gustavo Fechus às 12h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Caros e raros transeuntes deste blog,

em tempos de vaca magra postal, o negócio é suspirar esperançoso. Pra constar, um poeminha-milésimo-de-segundo.

Afetuoso abraço aos persistentes,

do Gufechus.

 

          A poesia

    Ah poesia

    Há poesia

    À poesia

    Todos os ais.

          Gustavo Fechus

 



Escrito por Gustavo Fechus às 21h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Toda vida em dois parágrafos

 

Coração e flecha arranham o tronco da árvore. E o velho tornou menino (porque nunca havia rabiscado a natureza da pracinha).

Depois foi tratar a catarata.



Escrito por Gustavo Fechus às 22h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Picasso e Variante
 
   O horizonte cubista
   das casas janelas igrejas
   desvenda-se no mirante.
 
   Vento que venta
   esparrama os cabelos
   do espectador em silêncio.
 
   Dois jovens ao lado
   percorrem o protocolo da prosa
   anterior à trepada.
 
   Mirante de vento
   estampa a paisagem
   que a cidade oferece.
 
   Mirante de amores
   esconde o segredo
   que a mocinha regula.
 
   Nada que com jeito
   o mocinho não engula.

                   Gustavo Fechus



Escrito por Gustavo Fechus às 22h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



 

 Noite de domingo

 comporta o silêncio

 na algazarra alheia.

                               Gustavo Fechus



Escrito por Gustavo Fechus às 19h39
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



     Retratos do caipira na cidade

Este cronista, embora sumido, anda muito bem, obrigado. Apenas trocou a paisagem mineira pela capital paulista, temporariamente. Alguns dias na Paulicéia Desvairada dos Andrade foram suficientes para algumas visitas importantes: cinema, teatro, museu e tudo mais que, em atacado e varejo, a metrópole oferece.  

Baudelaire estava certo. O fenômeno das grandes multidões é impressionante. Ainda que Belo Horizonte, por exemplo, também seja cheia de gente, São Paulo inibe e convida mais do que a grande roça de Minas.

Ainda há pouco assisti a um monólogo no SESC Consolação: Memórias do Subsolo, do incomparável Dostoiévski. Pude ver no palco o que havia lido, e aquela boa sensação de mal- estar também vingou em cena. De engraçado mesmo, só o fato de ter sido apresentada no terceiro andar.

Mas, justiça seja feita, o Festival de Inverno de Ouro Preto esteve bom. Do que vi, Bituca, André Mehmari, Boca Livre e Grupo Galpão foram alguns dos convidados bem convidados. Alguns outros, quem sabe, devam investir no curso de corte e costura.

São Paulo da garoa... que saudade de Mariana.  



Escrito por Gustavo Fechus às 01h50
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



                  Jornalistas X Aspirantes a

 

Na arena da vez, jornalistas munidos de canudo e beca de formatura, versus colaboradores que exercem a profissão sem papel reconhecido. A decisão do STF trouxe à tona uma discussão cheia de idas, vindas, prós e contras. No mês passado, este mesmo veículo publicou na “Carta aos tempos” um artigo inflamado, defendendo com alguma razão a necessidade do curso de Jornalismo. Alguma razão, disse. O problema são os argumentos expostos – refutáveis na minha opinião não-diplomada.

 

Como bem lembrou o senhor Darlan Santos, o próprio ministro das comunicações, Hélio Costa, é um desses que não têm papel. Alguma contradição aparente? O que mais chamou atenção, no entanto, foi a bibliografia obrigatória elegida: Escola de Frankfurt, Benjamin, Barthes, entre outros. A pergunta que não quer calar é a seguinte: quem disse que estes autores são leituras exclusivas de jornalistas? Nas Letras, por exemplo (e só um dos exemplos), é leitura obrigatória sim.

 

Parece-me que a decisão do Supremo pode promover um aspecto importante: ascensão qualitativa dos cursos de Jornalismo. Ora, já que a concorrência tende a aumentar, que as escolas agora preparem cada vez mais profissionais indispensáveis para o mercado da informação. Fora isso, a prática de colaboradores de áreas adjacentes nunca foi segredo.

 

Acredito que os jornais, doravante, possam ser mais seletivos, já que diploma não será mais critério de seleção. Que escrevam os melhores, independente da cor do papel.



Escrito por Gustavo Fechus às 21h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Poema do poeta sem diploma de jornalismo

               Boa noite

          Michael Jackson

          Gripe Suína

          Crise Econômica

          Vôo 447

          Violência no Rio

          Frente fria

          Copa do Brasil

              Boa noite

                  Gustavo Fechus



Escrito por Gustavo Fechus às 21h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



DO AMOROSO ESQUECIMENTO 
   Eu, agora - que desfecho!
   Já nem penso mais em ti...
   Mas será que nunca deixo
   De lembrar que te esqueci?

                                                   Mário Quintana



Escrito por Gustavo Fechus às 17h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



     Ao dar as costas

Não viram minha bunda

     Só a do vizinho.



Escrito por Gustavo Fechus às 18h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    "O mundo está cheio de nós."

                           Gustavo Fechus



Escrito por Gustavo Fechus às 22h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



 Festival de crise dos Festivais

A crise econômica afetou muito mais do que o mercado: o humor das pessoas também foi frontalmente assolado pela ressaca mercadológico-existencial que ainda paira sobre este modesto mundinho. A última edição do Festival da Vida, por exemplo, foi quase um Festival dos Moribundos: programação fraca, protagonistas do naipe do Tunai (!)... salvou a Fernanda Takai, moça moderninha, pra fazer a alegria do público carente e com frio.  

Mas, justiça seja feita, a Orquestra Ouro Preto fez um concerto memorável na igreja da Sé, em Mariana. É verdade que a solenidade de abertura durou tanto quanto o repertório executado, mas valeu a pena o chá de cadeira. É inegável o amadurecimento do grupo – salta aos olhos e, principalmente, aos ouvidos. Quando a orquestra não toca Chiquinho de Assis, ganha muito. Dessa vez, acertou em cheio com o solista Gordan Trajkovic, interpretando a Serenata para Cordas op. 8 do Tchaikovsky. A orquestra esteve na sua melhor forma.

O jeito é esperar pelo próximo Festival de Inverno. Vamos ver se se sai mais caloroso e consistente do que o da Vida. Caso contrário, a crise e as baixas temperaturas realmente serão as estrelas da vez.



Escrito por Gustavo Fechus às 18h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



                      

Para sempre é sempre por um triz

                                                          Chico Buarque



Escrito por Gustavo Fechus às 13h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]